Haras e Canil CM Royal
Haras e Canil CM Royal


Nossa relação com os ACD

Um dia inesquecível na minha vida.

Em uma visita ao haras de um amigo, Cláudio Queiroz, na cidade de Amarantina, MG, exatamente no dia 15 de junho de 2006, para ver os cavalos da criação dele, me deparei com uma cadela ACD chamada Leona, esta por sua vez sempre ativa e ajudando muito na lida, ela colocava a tropa no embarcador sozinha, o peão apenas dava o comando e Leona obedecia sem pestanejar, alem de ajudar e acompanhá-lo pra todos os lados; fiquei encantado com a atuação dela na lida, e ao entrar nas baias pra ver os cavalos me deparei com uma baia sem cavalo, e quando olhei pro canto estavam lá os filhotes da Leona! (ela muito amorosa, no intervalo de cada atividade, entrava correndo e amamentava os filhotes). Nossa, fiquei louco e logo fui intimando o Claudio: “- Quero um filhote desta cadela!, preciso ter esta raça no meu sitio”, e ele me concedeu uma filhota que colocamos o nome de Laika; daí pra frente a paixão só aumentou, e como fruto da mesma nos aprofundamos nos estudos e buscamos, cada dia mais, contribuir para a evolução desta raça maravilhosa e encantadora que é o Australian Cattle Dog (ACD). Laika nos deu sua primeira ninhada em meados de 2008, e foi uma ninhada de 8 lindos bebês que cresceram e se tornaram professores na lida, e com uma morfologia extraordinária. Depois adquirimos a Raika e ficamos com um cão chamado Juca que sem desmerecer nenhum outro ACD, sabia para o que veio neste mundo, atuando na lida de forma impecável.

Sempre estamos abertos para novas experiências e aquisições de cães de outras linhagens que venham a contribuir com o nosso trabalho, e hoje nosso plantel é constituído de cães que fazem parte da nossa inicialização na raça, uma fêmea importada e outros cães de criadores conhecidos. É nosso pensamento sempre focar no bem estar dos nossos filhotes, e buscar pra eles as pessoas certas para que sua experiencia de ter um ACD do CM Royal se torne única! 

Quem tem um ACD CM Royal terá um grande amigo e companheiro pra as mais diversas atividades, sempre dispostos a dar alegria e receber do seu novo proprietário carinho e respeito.

Cristóvão Morais Filho
(proprietário do Canil “CM Royal Itabirito”, de Itabirito/MG)

 

História do Canil CM Royal com a Raça Fila Brasileiro

Minha relação com cães teve início antes de me entender como gente; sempre acompanhava meu saudoso Pai nas viagens para o interior de Minas Gerais, na cidade de Itabirito, onde mantemos o sítio, e hoje está estabelecido o nosso canil “CM Royal Itabirito”.

Meu pai sempre teve cães e outros animais no sítio, e o meu contato com eles era direto.

Em 1975 meu Pai já tinha uma criação da raça São Bernardo, e quando nasci, em 1977, já tínhamos muitos cães. Com pouca idade já tinha um contato direto com os cachorros, e adorava acompanhar o desenvolvimento deles. E isso virou uma paixão sem igual!

 

Cristóvão e as crianças

 

Quando meu Pai faleceu, infelizmente tivemos que doar os cães e nos mudar para um apartamento. A perda do meu Pai foi um grande baque para mim, pois ele foi a pessoa mais sábia e honesta que conheci na minha vida!

O pouco tempo que estivemos juntos (15 anos) foi um aprendizado muito grande, e a inspiração e carinho que tenho pelo sítio e pelos animais, veio totalmente dele.

Meu primeiro contato com o Fila Brasileiro aconteceu aos 8 anos de Idade. Fomos visitar minha Tia Castorina, em Itabirito, e na casa dela tinha um Fila. Naquela época o chamavam de “Fila Cabeçudo”. Essa experiência foi traumática e apaixonante ao mesmo tempo: o Fila estava solto e logo que descemos do carro o cão veio pra cima da gente. Por sorte meu Pai me pegou no colo e correu, e voltamos pra dentro do carro (uma Kombi ). Foi um susto só, e meu Pai me explicou que o cão estava certo em defender a propriedade e as pessoas que lá viviam; e foi assim que me identifiquei com o “assustador Cão Fila Cabeçudo”.

Naquela época não podíamos ter esta raça devido a criação das outras, e após o falecimento do meu Pai, e a turbulência que se seguiu, tudo ficou ainda mais difícil.

Passaram alguns anos, eu estava na casa de um amigo (Rogerio Rato), no bairro Caiçara em Belo Horizonte, e me deparei com um Fila maravilhoso passeando e fazendo exercícios com seu dono; não me contive e logo perguntei, de longe, a origem do Cão. Ele me atendeu prontamente e por fim me passou o telefone do criador, que por coincidência tinha o mesmo nome que o meu – Cristovão Giancotti -, do Canil Tabayara. No dia seguinte liguei pra ele e perguntei sobre a possibilidade de adquirir um cão do seu canil; muito educado, me atendeu muito bem, mas logo falou o que eu não queria escutar, que no momento não tinha filhotes, que tinha uma cadela pra parir mas com uma longa fila de espera de interessados que já haviam feito contatos antes, e a preferência seria deles. Deixei meu contato e todo mês ligava com a esperança de conseguir um filhote, mas depois de 1 ano e meio, já desistindo da ideia de ter um Fila “Tabayara”, um belo dia eu e minha esposa Jamile, que naquela época era minha namorada, convidamos um casal de amigos dela, Erika e Júlio, para passarem um final de semana no sítio, e conversando com eles, ela nós contou a história de um ladrão que tinha entrado na casa do tio dela, e ele havia deixado o sujeito no quintal, em cima do telhado, com os cães Filas soltos de um dia para o outro. Aí eu falei que era doido para ter um Fila e estava na fila de espera de um criador. Para minha surpresa o tio da Erika era o Cristovão Giancotti.

Tauato Tabayara filhote
Tauato Tabayara filhote

Não tive dúvida e pedi, implorei a ela, pra conversar com ele sobre mim; ela fez isso e alguns meses depois veio a surpresa de um telefonema do “mestre Giancotti” (o ano era 2008), informando-me que estava com uma nova ninhada e que se eu ainda tivesse interesse podia ir lá pra ver. Nossa! Fui correndo, e chegando lá me deparei com lindos filhotes. Fiquei encantado com a pelagem “Cinza Jaguara” que até hoje é a minha preferida. Comprei um filhote maravilhoso chamado “Tauato Tabayara”, Cinza Jaguara com marcações brancas, e naquele momento surgiu uma amizade e admiração pelo trabalho que o “mestre Giancotti” fazia e faz pela raça Fila Brasileiro no Brasil, e no mundo todo.

Izabela e Tanimbu
Izabela e Tanimbu

Após 5 meses com meu “Tauato”, recebi a notícia que ele tinha morrido, acredito que envenenado por um ex-funcionário do sítio. Eu e Jamile ficamos muito chateados e a primeira coisa que fiz foi ligar e dar a triste notícia para o “mestre”; ele ficou muito chateado, mas depois de aproximadamente 1 mês me ligou convidando para ir na casa dele, sem falar exatamente do que se tratava. Chegando lá ele me mostrou os seus cães, conversamos bastante e, como já estava ficando tarde, falei que tinha que ir embora. Ele então apontou para o “Tanimbu” e me perguntou se não ia levar ele comigo; eu tomei um susto de tamanha felicidade, e o “Tanimbu”, aos 7 meses, foi pra minha casa. Naquele momento eu não sabia que estava adquirindo o melhor cão da minha vida. “Tanimbu” tornou-se meu amigo, companheiro e protetor. Minha esposa Jamile chamava-o de “Cãozão”, e era muita alegria com ele. Depois veio a “Joia Rara do Alto Quatis”, e assim começou o nosso trabalho de dedicação a criar esta raça maravilhosa, que é o Fila Brasileiro. Hoje o nosso plantel, infelizmente, não conta mais com o “Tanimbu Tabayara”, nem a “Joia Rara do Alto Quatis”, mas todos nossos Filas são oriundos do Canil Tabayara, com muito orgulho!

Cristóvão Morais Filho
(proprietário do Canil “CM Royal Itabirito”, de Itabirito/MG)

 

Família reunida
Família reunida